Dados FGV: mercado da construção

A Fundação Getúlio Vargas (FGV IBRE) divulgou ontem, 27 de julho, uma variação positiva no Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) de 1,24% em julho. Apesar do resultado ser inferior ao mês anterior, que registrou 2,3%, o indicador já acumula alta de 10,75% no ano e de 17,35% em 12 meses. O grupo Materiais e Equipamentos, que compõe o INCC-M, teve elevação de 1,52% no período analisado.

As categorias que sofreram os maiores reajustes, segundo os dados coletados pela FGV, são as seguintes: madeira para acabamento (2,35%), material à base de de minerais não metálicos (2,09%), material de madeira (1,95%) e revestimentos, pisos e louças (1,56%). As influências mais expressivas entre os produtos foram argamassa (3,88%), tubos e conexões de ferro e aço (3,46%) e elevadores (2,42%). Por outro lado, houve um recuo acentuado nos preços dos condutores elétricos: – 4,01%.

Confiança

Já o Índice de Confiança da Construção (ICST) contou com um avanço de 3,3 pontos, passando de 96,3 pontos, registrados em junho, para 95,7 pontos, em julho. Esse é o maior nível alcançado desde março de 2014 (96,3 pontos). Para Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do FGV IBRE, a sondagem de julho aponta para o crescimento da atividade e uma percepção bastante favorável em relação à evolução da demanda nos próximos meses. “Ou seja, volta a prevalecer um cenário levemente otimista. Se no segundo semestre de 2020, a alta dos custos contribuiu para derrubar a confiança, em 2021, esse efeito foi atenuado”, explica. E prossegue: “Não porque tenha ocorrido queda ou redução no ritmo dos aumentos – o quesito custo da matéria-prima assumiu pelo segundo mês a primeira posição entre os fatores limitativos à melhoria dos negócios”. Em sua opinião, o que ocorre é que o percentual de assinalações que apontam o aumento dos preços praticados pelas empresas também alcançou um recorde histórico, sugerindo que, apesar dos desarranjos que os aumentos dos custos têm causado, as empresas esperam que esse aumentos sejam absorvidos em grande parte pela demanda final.

Fonte: https://sincomavi.org.br/dados-fgv-mercado-do-construcao/